domingo, 10 de novembro de 2013

Sem título, sem rótulo


   Não acredito em "para sempre". Compactuo com o grande poeta Vinicius de Moraes no qual diz em um dos seus poemas que:  "não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure" e é exatamente isto. Acredito que  amar alguém é ter aquela vontade de estar perto, de compartilhar momentos, viver e ser mudança. É dizer "fica mais um pouco aqui comigo" e a pessoa ficar. É ficar quando tudo não vai bem. É apoiar, mesmo sabendo que pode dar tudo errado. É dar tudo errado, pra depois dar tudo certo. É brigar e discutir, mais depois pedir desculpa (mesmo sabendo que estava certo) por não aguentar ficar longe da pessoa. É companheirismo e união. É aquela montanha russa de emoções, na qual o friozinho na barriga é imenso, mas o êxtase de estar vivendo é gigantesco. É estar disposto a sofrer a queda da pior maneira, mas ao mesmo tempo se jogar com tudo. É não ter rótulos. É ser e viver o clichê - mas ao mesmo tempo- sem perceber. É ter medo de cair, porém perder ele quando está junto do outro. É ser o "eu", e acima de tudo,  o "nós". 
   No momento em que este gigantesco emaranhado de emoções passar, quando o companheirismo for apenas por convivência, quando o abraço e o beijo for por obrigação, quando o carinho for apenas por pena. Bom, aí meu filho, não será mais "o imortal, posto que é chama". Foi o "infinito, enquanto durou". E se durou, foi tempo suficiente para se tornar inesquecível.

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