Não acredito
em "para sempre". Compactuo com o grande poeta Vinicius de
Moraes no qual diz em um dos seus poemas que: "não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure" e
é exatamente isto. Acredito que amar alguém é ter aquela vontade de estar
perto, de compartilhar momentos, viver e ser mudança. É dizer "fica mais
um pouco aqui comigo" e a pessoa ficar.
É ficar quando tudo não vai bem. É apoiar, mesmo sabendo que pode dar tudo
errado. É dar tudo errado, pra depois dar tudo certo. É brigar e discutir, mais
depois pedir desculpa (mesmo sabendo que estava certo) por não aguentar ficar
longe da pessoa. É companheirismo e união. É aquela montanha russa de
emoções, na qual o friozinho na barriga é imenso, mas o êxtase de
estar vivendo é gigantesco. É estar disposto a sofrer a queda da pior maneira,
mas ao mesmo tempo se jogar com tudo. É não ter rótulos. É ser e viver o
clichê - mas ao mesmo tempo- sem perceber. É ter medo de cair, porém perder ele quando está junto do outro. É ser o "eu", e acima de tudo, o "nós".
No momento em que este gigantesco emaranhado de emoções passar, quando o companheirismo for apenas por convivência, quando o abraço e o beijo for por obrigação, quando o carinho for apenas por pena. Bom, aí meu filho, não será mais "o imortal, posto que é chama". Foi o "infinito, enquanto durou". E se durou, foi tempo suficiente para se tornar inesquecível.
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